Never enough.
11 nov 2010 Deixe um comentário
em Geral.
Não sei se sempre foi assim ou sempre vai ser, o fato é que tudo que eu realmente me importo vai ficando para trás. Acho que tenho esse dom de afastar as pessoas que eu amo.
Não dá pra acreditar que você está perdendo algo que achou que nunca fosse ter. Vai saber se realmente chegou a ter, um dia. Mas parece que cada passo pra frente, cada esforço, cada mudança milimétrica que você atinge para chegar onde quer chegar, com quem quer chegar, vai por água abaixo sem sequer ser notada.
Tenho em mim isso de nunca me satisfazer, sempre querer mais, sempre querer estar perto e cuidar, sempre sorrir e amar. Sempre mais. Mesmo não achando errado viver assim, você tenta se adaptar àquilo que você realmente quer.
O problema é que nem sempre te esperam e você fica no caminho. Perdido.
E pensar que você sempre olhou para uma pessoa e falou: não acredito que teve a capacidade de fazer coisas e perder a oportunidade, nunca farei igual. E lá está você. Em situação não muito diferente, porém você realmente se empenhava e não estava disposto a parar de querer se consertar. But it’s not enough.
A moldura esconde.
23 out 2010 1 Comentário
em Geral.
Disse sempre forte, sempre pronta para dar suporte e resguardar. Porém, quem a irá proteger quando suas armaduras caem pouco a pouco ao chão? Torna-se vulnerável a qualquer brisa mais forte que passar.
Sente-se a mesa, escolha sua xícara favorita e a bebida mais quente; porque a noite é fria e a sala vazia. Você deveria saber que após um dia de festa, você terá que limpar a bagunça e encontrar vestígios e coisas que nem lembrara mais. Pega aquele quadro à mesa, sempre que passara o olho apenas enxergava a moldura e esquecia que havia lhe colocado exatamente ali, para lembrar-se de que já foi inocente, já se preocupou com quase nada, já achou não precisar de mais nada e ninguém, já sujou as mãos e não se preocupou com a toalha branca.
Mas aí eu lembrei: aquela foto estava exposta exatamente pra ver como já fui feliz com a inocência, com pouco e agora o pouco que você me faz é o que me faz feliz. Que a inocência do seu sorriso é o que me faz sorrir. E, agora, deixarei uma foto na cabeceira da cama, para depois me lembrar que fui feliz e foi você quem me fez companhia esse tempo todo. Que quando tive vontade de voltar a ter aquela paz, que agora eu tenho outra paz em algum pouco tempo e esse tempo que eu passo a procurando, é você quem me ajuda a seguir em frente.
Sinta-se responsável.
12 out 2010 1 Comentário
em Geral.
Não seremos jovens para sempre.
Não precisamos, necessariamente, virar velhos.
Não seremos essas pessoas com medo de arriscar e pensar o que irá acontecer depois.
Estaremos vivendo o depois e com medo do que nos tornamos, sem nos arriscar.
Chega de colocar a culpa e a responsabilidade no destino, sabemos que o depois só chega, dependo de nós.
Seremos pessoas amargas? Bobas? Com problemas de memória? Sem amor e sem querer viver?
Cuide disso agora. Haja. Seja. Sinta. Faça por merecer.
Nada vem porque Ele quer. Você é culpado por mais coisas boas e ruins que acontecem contigo e ao seu redor, que você imagina.
A razão de não ter razão.
05 out 2010 1 Comentário
Eu não sei o que acontece, mas todos passos me levam até você.
Por muito tempo tive medo e relutei contra isso; não mais.
Não tem motivos pra rir, não tem motivos pra negar,
não tem por que querer escapar.
O que me faz um bem, assim. Quando tudo leva apenas à um lugar…
quando você procura apenas aquilo que lhe traz paz.
Não tem lógica essas expressões que surgem aos montes,
quando o que eu quero é te somar ao meu mundo.
Te dar tudo aquilo que precisa, aquele abraço forte,
aquele chocolate, o colo, o meu amor.
E em troca eu só quero você.
Accept it.
26 set 2010 Deixe um comentário
em Geral.
Há coisas que vem apenas para confirmar e concretizar pensamentos, vontades e sentimentos.
Queria conseguir descrever todas essas coisas que apareceram. A felicidade que surgiu depois de muito tempo longe.
Engraçado como poucas coisas, pequenos gestos, se transformam dentro de mim. A forma como ver que pelo menos algo é real, pelo menos aquele momento; aqueles olhares, o toque. O jeito que fico quando fico perto de você.
Chega a pesar, o fato de saber que tenha que dividir. Não sei fazer isso e não quero aprender. Mas foi o mais perto que consegui chegar, ao pensar que estava comigo e só comigo.
(Come and help me accept it, affect it, protect it.
Come and help me accept it, it’s always my home).
So take me.
Through the roads.
That you know.
To my home.
Affect it.
21 set 2010 1 Comentário
em Geral.
Às vezes sinto como se eu me envolvesse em histórias que não são minhas, de fato. Onde não pudesse agir de meu modo. Seguindo impulsos vindos de não sei onde e concentrando as emoções em mim.
Dependendo de algo para viver; andando com uma daquelas bolas de ferro grudadas junto ao pé, e não fazendo o menor esforço para procurar a chave. Se acomodando com aquela mesmice, com o dia cinza e o vento gelado, sem procurar uma blusa.
Porém sabe que a chave e a blusa não adiantarão de nada. São apenas pedaços de problemas que, se não resolvidos, não vão parar de aparecer.